Archive | Uncategorized RSS feed for this section

Viagem a Brasília

30 dez

No mês de Setembro fizemos uma viagem didática à Brasília.
Imagino que todo mundo já conheça pelo menos um pouco sobre o plano urbano, Lúcio Costa, Niemeyer, JK, etc. Basta dar um google pra saber muito sobre a cidade. Por isso vou me limitar a escrever sobre minhas sensações percorrendo Brasília.

Brasília, uma cidade sem muros
Diferente de qualquer cidade brasileira, Brasília foi desenhada sem muros ou grades ao redor dos edifícios.
Antes de ver pessoalmente, achava algo quase impossível, mas conhecendo a cidade é possível listas os motivos pelo qual isso dá certo, lá.
1. Política intensa do Estado em não permitir o fechamento do térreo dos edifícios
2. Cada bloco possui um guarda/zelador, que cuida da segurança do mesmo
3. Cada superquadra possui 2 policiais vigiando a mesma
4. Brasília possui muros invisíveis. Sim. E o que eu quero dizer com isso?
Bom, Brasília devido a sua localização extremamente longe de tudo, e com seu altíssimo custo de vida, diferente das demais capitais do país, só atrai turistas ou pessoas com emprego certo. Ninguém muda-se pra Brasília pra “tentar a vida”. Inibindo assim pessoas de baixa renda para a cidade e mantendo o alto-padrão.

O que eu mais gostei?
O plano, os blocos, os palácios, tudo é maravilhoso. Mesmo grandiosos não perdem no quesito delicadeza.
Os espelhos d’água, presentes em praticamente todos os lugares proporcionam conforto térmico e vista diferenciada dos edifícios, trazendo leveza as edificações.
A salubridade da cidade é impressionante. Cruzar as superquadras pelo meio dos prédios, sem barreiras, é algo único e especial.
Os parques e lagos providenciam lazer e paz.
Meu prédio preferido é o Palácio Itamaraty, mas também gosto muito do Palácio da Alvorada.

O que eu não gostei?
Clima quente e seco. Sei que é impossível de mudar. Mas é algo muito relevante e que incomoda muito.
A falta de sombras no eixo monumental. É impossível de se andar lá. E estudando sobre tal, sabemos que é proposital.
O metrô só cobre a asa sul e as cidades satélites. A asa norte possui somente transporte rodoviário.

Bom, embora tenha seus pontos negativos, Brasília é uma cidade muito boa e que vale a pena conhecer!
Deixo algumas fotos que tirei durante o passeio.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Hostel Cool

18 abr

Hostel Generator (Foto: Nikolas Koenig / Divulgação)

Os hostels deixaram, há muito tempo, de ser apenas uma acomodação barata alternativa à hotéis tradicionais. Com status oficial de cool e reduto da juventude descolada, atualmente eles oferecem encontros, eventos culturais além de ganhar roupagem moderna com primor pelo design e arquitetura. A rede europeia  Generator reuniu nomes como Moooi, Moroso e Tom Dixon e 8 milhões de libras na reforma de sua versão londrina.

A cidade de Londres é o conceito do interior assinado pela designer Anwar Mekhayech em parceria com a ORBIT Architects. O passado industrial de Londres e seu presente vibrante e cosmopolita foram combinados em sua encarnação moderna. Artistas e designers contemporâneos estão em toda parte. Além da Moroso e Tom Dixon, ilustrações foram feitas sob medida pelo coletivo Acrylicize, um piano foi personalizado pela Good Wives and Warriors e, em outro ambiente, há um mapa da cidade desenhado à mão por Jenni Sparks.

Hostel Generator (Foto: Nikolas Koenig / Divulgação)

O Generator de Londres, inaugurado em 1995, está localizado na área de Bloomsbury. Originalmente a estrutura era um alojamento da polícia quando foi transformada em hostel. Atualmente existem 872 camas distribuídas nos 212 quartos. O conceito inclui o inerentemente eclético mash-up cultural, arquitetônico, histórico e estilístico que faz de Londres o que ela é.
O projeto desperta e conecta espaços com uma sensação industrial moderna, mas privilegia áreas diferentes com sua própria aparência distinta e conceito com base no programa e uso. O espírito de Londres e a história local podem ser visto através do uso de madeiras recuperadas, tijolos expostos e aço preto laminado.

As áreas de convívio incluem uma sala de projeção para exibição de filmes, mesas de jogos e uma cafeteria que serve sanduíches e cafés artesanais. Um verdadeiro paraíso urbano com poltronas de couro confortáveis.

Hostel Generator (Foto: Kurt Kuball / Divulgação)

Hostel Generator (Foto: Kurt Kuball / Divulgação)

Hostel Generator (Foto: Kurt Kuball / Divulgação)

Hostel Generator (Foto: Kurt Kuball / Divulgação)

Hostel Generator (Foto: Kurt Kuball / Divulgação)

Hostel Generator (Foto: Kurt Kuball / Divulgação)

Hostel Generator (Foto: Kurt Kuball / Divulgação)

Hostel Generator (Foto: Kurt Kuball / Divulgação)

Hostel Generator (Foto: Kurt Kuball / Divulgação)

Via Casa Vogue

Vídeo

Apartamento Inteligente

14 fev

Já postei uma vez um apartamento desse tipo, mas esse superou pela modernidade e pode abrigar até 4 pessoas!

Fotografias

10 fev

Uma das coisas que eu amo fazer é fotografar. Tenho um excelente professor que diz “Um bom arquiteto é um bom fotografo”.

Por isso selecionei algumas das minhas fotos preferidas para compartilhar com vocês (nem todas de prédios). Espero que gostem!

ImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagem

ImagemImagemImagem

ImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagem

 

E a minha preferida:

Imagem

Beijos

Plano urbanístico do Rio de Janeiro

8 set

Que o Rio de Janeiro é a “Cidade Maravilhosa” todo mundo – literalmente- já sabe.

O que a maior parte das pessoas não conhece é a história por trás da reconstrução da cidade do Rio de Janeiro.

Este mês irei visitar essa bela cidade com outros olhos, e claro, farei um post pra vocês depois. 

Mas hoje estou aqui pra falar sobre essas história.

A cidade do Rio de Janeiro tem seu primeiro grande marco histórico no ano de 1808, quando a família real portuguesa foge de seu país, ameaçada por Napoleão, rumo a sua principal colônia o Brasil, se instalando então na cidade junto com a sua corte de aproximadamente 20 mil pessoas. Isso acarretou em uma superpopulação da cidade, que não tinha a mínima estrutura para essa situação, o que fez então que surgissem os primeiros cortiços da cidade, além de uma primeira leva de expulsão da população de suas propriedades, que passaram a então a ser ocupadas por essa corte.

Após esse momento a então capital brasileira torna-se, cada dia mais, o principal ponto do país, nas questões relevantes à política, economia e cultura, sendo então uma espécie de símbolo nacional perante a visão dos estrangeiros. Porém com uma grande diferença da cidade atual, pois em vez de “Cidade Maravilhosa” a sua fama era de ser “A cidade da morte”.

Essa fama de cidade se devia principalmente por causa de sua estrutura urbana que carregava de maneira intensa o traçado e as características coloniais, que não atendiam mais as necessidades de uma cidade com algo em torno de 200 mil habitantes (1870), nesse momento então é proposta uma primeira reforma que acaba não sendo posta em prática resultando apenas na construção de algumas praças.

Após alguns anos de profundas mudanças no panorama social (fim da escravidão, chegada de imigrantes europeus e aumento da produção de café), a cidade tem seus problemas potencializados, a estrutura urbana de locomoção e transporte, que já era insuficiente há anos piora, há um adensamento populacional da população nos cortiços, que acaba gerando um número cada vez maior de epidemias (varíola, cólera, dengue e febre-amarela), pois esses lugares eram desprovidos de salubridade. A elite da cidade também não suporta mais as antigas ruas apertadas e abafadas, além disso, o porto não tinha mais condições de receber toda a demanda provinda dos novos navios, tendo uma estrutura completamente desatualizada.

Cortiços insalubres eram ambientes de proliferação de doenças no Rio de Janeiro

Nesse momento então, os profundos problemas na cidade acabam por gerar um entrave no desenvolvimento da economia e um medo de uma revolta popular, que fazem o governo federal tomar conta da situação e moldar uma reforma urbana na cidade.

A Reforma Carioca

A reforma do Rio de Janeiro ocorreu entre os anos de 1912 e 1918, por iniciativa do governo federal e foi desmembrada em 3 grandes correntes, a primeira corrente com ponto forno no governo federal, a segunda no governo da cidade e a terceira de origem sanitária.

A primeira corrente teve por objetivo modernizar determinados pontos da estrutura citadina, como o porto da cidade que passou por uma profunda reforma, que tinha como objetivo aumentar a sua capacidade e o tornar apto ao recebimento dos novos e grandiosos navios, isso implicava na construção de novas docas e galpões para atender a esse porto. Essa reforma tem como principal objetivo tornar a economia da região mais dinâmica e melhorar o potencial de negócios internacionais com a importação e a exportação de produtos.

A segunda e principal vertente da reforma carioca se concentrava no ponto de vista urbano e tem como síntese a figura do prefeito Pereira Passos, que era um engenheiro de formação em Paris, durante o período do plano Houssmann. Durante esse período, sua convivência com os engenheiros responsáveis pelo plano acabou por influencia-lo profundamente, somado a isso também é bom destacar que as elites da cidade procuravam de todo o jeito um modo de transformar o seu lugar em algo próximo a Paris, para com isso ressaltar suas preocupações formais e os seus ideais de civilidade.

agache_01

Nesse contexto então, a reforma urbana do Rio se dá em uma dimensão próxima a de Paris -pelo menos do ponto de vista ideológico- e consistiu em uma política conhecida como “Bota a baixo”, pois a cidade durante esse período teve grande parte das construções de seu centro destruídas, ora para a abertura e o alargamento de ruas, ora para construção de novos edifícios de arquitetura eclética ou de art nouveau. Entre as principais obras desse período estão as Avenidas central (atual Rio Branco), Beira Mar e Atlântica, além da “Escola Nacional de Belas Artes” e do “Teatro Municipal do Rio de Janeiro” ambos na avenida central.

A terceira parte da reforma de origem sanitária foi conduzida por “Oswaldo Cruz” e consistia no uso da força estatal através da polícia sanitária (que tinha o poder de invadir e destruir propriedades privadas) e da obrigatoriedade de vacinas contra a Varíola e a Febre Amarela, além disso houve também uma política de drenagem de determinas áreas da cidade. As políticas de Cruz e Pereira Passos tem uma grande proximidade, pois eram complementares.

Consequências das reformas

A reforma da cidade trouxe grandes mudanças ao Rio de Janeiro. Em primeiro momento podemos citar a famosa “Revolta da Vacina” que ocorreu no final de 1914 em decorrência da destruição da cidade (que chegava ao ápice nesse momento) com a expulsão das pessoas de suas casas pelo governo através da polícia sanitária e da política de “Bota abaixo”. As classes baixas tinham medo de que essa fosse uma política de extermínio, na qual eles seriam mortos através de um veneno ou algo do tipo. Apesar da revolta a ideia de vacinação obrigatória de Cruz acabou por erradicar a varíola e a febre amarela da cidade.

Outra mudança importante desse momento se dá no ponto de mudança da visão da cidade que ganhou a alcunha de “Cidade Maravilhosa”, além disso houve uma mudança de hábitos em questões relativas à higiene, vestuário e etc. Uma grande fonte para análise dessas mudanças está na comparação das crônicas publicadas antes e depois da reforma.

Apesar dessas mudanças a principal se encontra na expulsão das populações de menor poder aquisitivo do centro da cidade, isso ocorreu pelo aumento do preço do metro quadrado, provindo da diminuição da oferta de moradias nessas regiões como também pelo aumento do padrão de luxo das mesmas. Isso gerou um aumento dos subúrbios que passaram a receber grande parte dessas populações, pois como o preço nos subúrbios também cresceu, houve uma migração das pessoas das classes mais baixas da sociedade para os morros próximos ao centro, pois esses não tinham um “dono”, sendo então uma “solução” para essas famílias, pois a grande maioria não tinha mais aonde ir. Sendo assim o começo do problema das favelas, que perduram até hoje no local.

 

Vídeo

ABC dos maiores arquitetos do Mundo

31 jul

Novo Blog

24 out

Oi! Prazer, Patrícia Bertoncello Gotti.

Decidi fazer este blog para compartilhar as coisas que mais gosto relacionadas a arquitetura no mundo;  Desde construções até simples objetos de decoração!

Faço faculdade na USP – São Carlos, na qual ingressei em 2012.

Beijos, espero que gostem =)